UTI Neonatal do HSA utiliza nova tecnologia leve de hidroterapia para prematuros

Desde o início da semana, o Hospital Santo Ângelo disponibiliza uma nova tecnologia leve para os bebês que são atendidos na UTI Neonatal: a hidroterapia Float Baby, também conhecida como banho flutuante com boia cervical. Essa tecnologia leve é nova uma tendência nos Estados Unidos e que aos poucos vem ganhando espaço no Brasil.

A pequena Stella Rodrigues Barreiro, que nasceu de 31 semanas com 630 gramas, de Fortaleza dos Valos, é um dos primeiros bebês a receber esse tipo de hidroterapia. Os pais Jonas Barreiros, de 28 anos, e Elizandra Souza Rodrigues, de 25 anos, estão acompanhando de perto o trabalho desenvolvido pela equipe da UTI Neonatal.

A enfermeira gestora da unidade, Aline Rebelato, explica que a pequena Stella, hoje com 1,960 quilos, deverá receber alta assim que completar 2 quilos de peso. Stella, por ser prematura, havia sido transferida de outro hospital para a UTI Neonatal do HSA, através da Central de Leitos do Estado.

FLOAT BABY

A fisioterapeuta Joceara Taíse de Jesus explica que na hidroterapia Float Baby (bebê flutuante livre) os bebês ficam numa banheira suspensos pela cervical numa boia. “Isso possibilita o movimento livre dos pés. O banho tem propriedades terapêuticas capazes de tranquilizar o bebê”, observa.

Joceara relata que o banho flutuante com boia cervical é acompanhado por dois profissionais com capacitação da equipe de enfermagem e fisioterapia. “A grande diferença entre o banho no balde para o Float Baby é que o bebê recebe apoio de uma boia cervical adaptada para recém-nascidos. Os pequenos são emergidos numa banheira. Esse procedimento proporciona liberdade de movimentos e relaxamento nas atividades de fisioterapia motora e respiratória, numa ambiente aquecido numa temperatura de 37 graus”, salienta.

BENEFÍCIOS

De acordo com o médico pediatra e responsável técnico da UTI Neonatal, Guilherme Dutra Pinheiro, estudos evidenciam que as técnicas realizadas por essa modalidade de hidroterapia são efetivas, seguras e promovem o bem-estar do bebê, melhorando a qualidade do sono e minimizando o estresse causado por procedimentos dolorosos na UTI.

A enfermeira Aline Rebelato, por sua vez, destaca que as técnicas também estimulam o desenvolvimento neuropsicomotor, fortalecendo a resposta imunológica, assim como promove o relaxamento muscular, a melhora da frequência cardíaca e respiratória, favorecendo o ganho de peso. “O banho flutuante com boia cervical mantém a temperatura corporal do bebê, remetendo ao útero materno e ao mesmo também possibilita o vínculo do recém-nascido com seus pais. Associada ao Float Baby também utilizamos a técnica da musicoterapia, que cria um ambiente mais aconchegante para o bebê”, salienta.

Outro detalhe observado por Aline Rebelato é que nessa terapia, o bebê não fica o tempo todo suspenso na cervical, pois recebe apoio do fisioterapeuta durante a manipulação feita pelas mãos. “Isso evita o excesso de sobrecarga numa musculatura cervical do bebê prematuro que é frágil”, ressalta Aline.

A enfermeira destaca a importância desta tecnologia leve, mas alerta que ela não pode ser feita em casa; apenas por profissionais qualificados para evitar qualquer tipo de risco ao bebê.

TECNOLOGIAS LEVES

Além do banho flutuante com boia cervical, a UTI Neonatal do HSA disponibiliza outras tecnologias leves como o método canguru, o banho ofurô, polvo, naninha, redução de luminosidade e musicoterapia.

Fotos: Cristiano Devicari

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