Projeto Família Acolhedora conscientiza munícipes

A Secretária Municipal de Promoção Humana juntamente com o Poder Judiciário está realizando palestras, conversas e apresentações acerca do Programa Família Acolhedora. Já foram cerca de 15 encontros, entre eles com a Igreja Católica, Centro Espirita, Liga Feminina de Combate ao Câncer, Rotary Clube, Casa da Amizade, Emater, Sindicatos, Apae, Hospital, Comunidades do interior do município. E também os Conselhos Municipais do Idoso, da Educação e da Assistência Social.

O objetivo desses encontros é comover e sensibilizar famílias a aderir ao Programa Família Acolhedora. Programa esse que consiste em cadastrar e capacitar famílias da comunidade para receberem em suas casas, por um período determinado, crianças, adolescentes ou grupos de irmãos em situação de risco pessoal e social, dando-lhes acolhida, amparo, aceitação, amor e a possibilidade de convivência familiar e comunitária. A família de acolhimento representa a possibilidade de continuidade da convivência familiar em ambiente sadio para a criança ou adolescente.

Receber uma pessoa em acolhimento provisório não significa integrá-lo como filho. A família de apoio assume o papel de parceira no atendimento e na preparação para o retorno à família biológica ou substituta.

Toda a família acolhedora recebe, por seis meses, período determinado de uma adoção provisória, uma ajuda de custo. A maioria das crianças e adolescentes que participam do programa retornam aos seus lares, após o período de acolhimento em lares substitutos.

A Família acolhedora não necessita ter a formação tradicional, pai e mãe, podendo ser qualquer configuração. Os grupos familiares que participarão do programa serão selecionados, capacitados e acompanhados pela equipe técnica disponibilizada pelo Poder Executivo Municipal.

Vale ressaltar que a família acolhedora não adota, mas assume um papel fundamental de parceira no atendimento à criança e ao adolescente. O qual recebe além de cuidados, afeto. A iniciativa é oriunda também de uma preocupação com o preconceito sobre o acolhimento institucional proposto pelo Abrigo Provisório, o qual tem a fama de ser um local de delinquentes, tratado muitas vezes como local de “castigo” para jovens que não se comportam. O acolhimento institucional é um local que abriga provisoriamente crianças e adolescentes vítimas, e não infratoras.

A Comarca de Giruá abrange também o Município de Senador Salgado Filho. Podendo tanto os munícipes de Giruá acolher crianças e adolescentes de Senador Salgado Filho como o oposto.

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